segunda-feira, 20 de junho de 2016

Fiel

Como transformar tudo no que era?
Nem as plantas na escada são as mesmas,
Nem a lua talvez já envelhecida com o tempo,
Nem eu sou mais o que era ontem.

Como trazer a relva da amizade?
Essa já estraçalhada, cuspida, mal tratada
Essa ira já cumprida, os desejos saciados,
Esses desejos não freados romperam a fidelidade do cão.

Qual é a aposta?
Já há mais jogos,
Nem solução!
Basta!

No olho do furação já não mais estará.
Calmo como um velho cantor de blues,
Pois o hoje é, e somente será o ontem do amanhã,
E eu ficarei aqui, com minhas coisinhas, até esse sol brilhar!

Thiago Mendes
2016

Belo Horizonte