sábado, 21 de maio de 2016

O Retorno do Corvo.

Volto agora definitivamente,
Sobre o corpo morto do corvo de Allan Poe.
Sobre as sobras de mim mesmo...
Repentino, cansado de já não ser quem se é!

Volto agora sobre as pétalas despedaçadas das flores do mal
Vejo o aspecto feio de Baudelaire.
Enxergo como há muito tempo não fazia
As botas marrons de Allen Ginsberg, e tudo que significa.

Volto acima de toda expectativa,
Sobre o bocejo revelador de uma mulher,
Raivoso como Jerry Lee Lewis,
Rasgando as cartas de bom moço.

Não há rima na volta, ela é cambaleante,
Grito pra mim mesmo: Chega!
Não... Digo não ao não!
O corvo bate as asas depois de morto.

Quem diria, diz a moça.


Thiago Mendes
21/05/2016
BH

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Nada é tudo e vice-versa!

Novo 64, dilema de Francisco de Maria de Jose,
Que soltaram fogos às 6 da manhã... Comemoravam!
O que, o golpe? Não!
O fim de si mesmo... Mas não sabiam.

Não há mais inteireza,
É tudo o mesmo e nada é tudo,
Funk e Samba, Rock ou Rap,
Tanto faz, não importa o canto ou canto algum.

Somos tudo, e somos nada.
Manual de como usar o titulo de eleitor,
Ativismos de “face” não sei o que,
De ”snap” já não se sabe!

O futuro é o zumbido oco no ouvido esquerdo,
O direito já muito surdo, não escuta!
Já esquecemos, somos etéreos,
Noviços sem rebeldia, de um tempo sem memória!


Thiago Mendes

Tarde 20/05/2016