terça-feira, 10 de setembro de 2013

Com fel, mas vem.


Vem me chama no portão, grita meu nome com rancor,
Vai me tira a paz, destrata dessa alma vil.
Corre pra trazer o desespero, insegurança,
Traz a minha lembrança a dor que já me assombrou.

Entra por aquela porta e me joga na cara um livro,
Quebra um copo, um disco,
Destrói aquele quadro do Jim,
Rasga os desenhos, diz palavrões e diz que nada sobrou.

Conjura sobre os meus ancestrais mais antigos,
Tira-me tudo, esbraveja que sou um lixo,
Pede um cigarro, fuma num segundo,
Mostre pra mim que dor que lhe causei, cospe onde estou.

Vem depressa, nessa hora, que não falte o teu dissabor...
Faça isso tudo...mas por favor não fique em silêncio...
Silêncio eu não agüento mais...silêncio...restou.



Thiago Mendes 10/09/2013