terça-feira, 2 de outubro de 2012

Ilusão


O ser veste sua roupa,
Põe a mascara
Silencia a voz insaciável
Mastiga e engole a dor execrável.

Os olhos úmidos,
O contorcer da alma
Das vísceras do espírito,
Enjôo miserável.

No canto da boca o gosto amargo
A bílis expulsando um sulco asmático.
Nessa escuridão, passa o chão
Rápido pelas asas do imaginável.

No espelho o mesmo reflexo
Demônio fugido de um possesso.
No rosto a marca do tempo
Do túnel sóbrio e invariável.

Num instante do qual não se pode medir
O sorriso do palhaço quebra o espetáculo,
Fingido de dor, de ilusão
O chão reaparece na luz imutável.


Thiago Mendes

Um comentário:

  1. Meu nome é António Batalha, estive a ver e ler algumas coisas de seu blog, achei-o muito bom, e espero vir aqui mais vezes. Meu desejo é que continue a fazer o seu melhor, dando-nos boas mensagens , e falando daquilo que Deus tem feito em sua vida, que a graça e a paz de Jesus continue a ser derramada em sua vida, e o fogo do Espirito Santo continue a usar sua vida.
    Tenho um blog Peregrino e servo, se desejar visitar ia deixar-me muito honrado.
    Ps. Se desejar seguir meu blog será uma honra ter voce entre meus amigos virtuais, decerto irei retribuir com muito prazer. Siga de forma que possa dar com seu blog.
    Deixo a minha benção e a paz de Jesus.

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