quinta-feira, 12 de julho de 2012

Poeta maldito




“Antigamente, se bem me lembro, minha vida era um festim no qual todos os corações exultavam, no qual corriam todos os vinhos.
Uma noite, sentei a Beleza em meus joelhos. - E achei-a amarga. - E injuriei-a.
Armei-me contra a justiça.
Fugi. Ó feiticeiras. ó miséria, ó ódio, a vós é que foi confiado o meu tesouro!
Tudo fiz para que se desvanecesse em meu espírito a esperança humana.
Como um animal feroz, investi cegamente contra a alegria para
estrangulá-la...”

(Artur Rimbaud)



Poeta maldito


O meu mal dança a dança dos anos,
Ressurgindo no momento inoportuno, imprevisto,
Tudo faz para que esmigalhe a esperança.
É tudo visto, revisto. Penso... Reflito.

Assolam as bruxas do engano,
Deusas do sono,
Caçadoras de cobiça,
Mártires do plano.

Com o martelo de Thor em mãos,
Destilam seus raios,
Desventuram seus prantos,
Afogam-me nos seus pântanos vãos.

A brisa matutina acorda-me de repente,
Desenlaça as frias cordas de filtros de sonhos,
Acolhe o ínfimo delírio como verdade do intimo
E o recolhe das mãos do grande oponente.

Thiago Mendes

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