quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sobre o palhaço e o dilema da rosa



Sobre espinhoso dito jocoso,
faz da sombra o esposo,
da vida esse bolo,
adornado de fogo.

Palhaçada !
grita cansada a rosa amuada,
que da vida parece que exala,
fragrâncias de dor assim tão rara.

É de sua sombra espinhosa,
que arranca de mim palavras maldosas,
ô dita rosa,
que espirra da alma mucosa dolorosa.

É na minha engraçada encenação,
que arranco pétalas de teu coração,
de brutos braços toco a canção,
que de beleza engana tua solidão.

Ela sangra, ele da risada,
pois é bela a vida assim tão rasa,
de solidão a dois assim tão vasta,
chora ditosa rosa que de dor se farta.


Thiago Mendes

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