sábado, 29 de outubro de 2011

O que resta




O que resta na vida quando se pensa na ida,
Quando do caos estira-se o labor,
O rumor de uma vida em ascensão,
Em um caminho obrigado a não ter saída?


Thiago Mendes

sábado, 22 de outubro de 2011

Mesmo...




Minhas linhas quebradas,
Sobre sombras varridas,
Nessa casa ornamentada,
Pelas fraquezas da vida.

Minha fila de erros,
Pelas vias o mesmo,
Esse som perdido a ermos,
Preso no intimo daqueles desejos.

Thiago Mendes

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sobre o palhaço e o dilema da rosa



Sobre espinhoso dito jocoso,
faz da sombra o esposo,
da vida esse bolo,
adornado de fogo.

Palhaçada !
grita cansada a rosa amuada,
que da vida parece que exala,
fragrâncias de dor assim tão rara.

É de sua sombra espinhosa,
que arranca de mim palavras maldosas,
ô dita rosa,
que espirra da alma mucosa dolorosa.

É na minha engraçada encenação,
que arranco pétalas de teu coração,
de brutos braços toco a canção,
que de beleza engana tua solidão.

Ela sangra, ele da risada,
pois é bela a vida assim tão rasa,
de solidão a dois assim tão vasta,
chora ditosa rosa que de dor se farta.


Thiago Mendes