sexta-feira, 25 de março de 2011

Complicada via.



Se por tempo que não se tem,
A vida como a de outro alguém,
Caminha como a minha e a sua,
No espaço vago dessa rua.

Dessa vida minha e sua,
Nessa vida fajuta,
E o certo que na muita ajuda,
Expressa a franca fraqueza sua.

Completa-se a pequena silueta,
De verme, vida pequena,
De quem dorme e não sabe,
Que a vida desenvolve seus álibis.

Thiago Mendes

quinta-feira, 24 de março de 2011

livre desejo



Que a ponte entre o amanhecer,
E as dores sagradas da saudade,
Aqueçam o corpo que conhece o tempo.

Que as flâmulas do destino,
Destilem mel no arado destas dores,
E se rendam ao segredo.

Que o oráculo desta vida,
Teça a vida nas entranhas da esperança,
Deixando livre o desejo.

Sopre em mim o encanto e se vá,
E volte antes que acabe a luz de quem morre estrela,
Desejo retorne ao peito no sagrado momento.

E me prenda enquanto te deixo livre,
Ô suave prisão, mente que não mente,
Cure-me, encantada pintada de noite e soneto.


Thiago Mendes

quarta-feira, 23 de março de 2011

Cristais de vidro



Chão brilhando feito cristal em noites de sonhos,
céu estranhamente aberto com estrelas nebulosas, ínfimo.
Iluminando não só o céu, mas a escuridão de nossos medos,
abrindo a imensidão estática de que nos é intimo.

Sentindo o calor tímido das peles,
perto daquela pureza que desfaz os átomos.
Nesse céu de antigos deuses encarcerados,
não somos prisioneiros desse desejo que amamos.

Mulher que pureza/leveza estranha é esta em teus olhos?
É como se o mundo deixasse seu presente e fosse embora.
Me deixando sobre o manto tinto do céu, sozinho lá fora.
Sentindo o perfume do desejo, mundo que aflora.

Não deites sobre amargura, como amargo vinho,
se lance na leveza das plumas, asas de anjos.
E abrace aquele que te abraça, como alegria vindo,
E me acolha em ti, como o infinito acolhe os sonhos.

Thiago Mendes.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Amarras





Palavras vividas e verdejantes
Fazem de forma a enaltecer os sentidos,
Bem imensurável a um coração
Em amarras de funduras abissais,
Que ao ser tocado
Por cálidas doces palavras
Explode em pulsações que destroem
Qualquer pretensa couraça ou armadura medieval.


Thiago Mendes