quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Anseio


A alma liquida anseia por aquilo que é essência da vida,
dor daquela que desfaz o encontro das partículas.
Porque meu corpo pede por mais gosto do desgosto daquele dia?
O espírito meu, já repeles meu corpo por tantas amarguras.

Não repares na escuridão destas palavras,
elas só são o grito angustioso da luz.
Que te conduz pra longe dessas dores premeditadas,
para mais perto da morada do fim que te conduz.


Thiago Mendes

Até que o mundo...



Nas voltas completas deste mundo,
Que nos leva onde chegamos,
E que faz de tantos planos
Outros enganos.
E que traça tantas voltas,
Por dentro e por fora,
Enlaça a alma e a devora.
E que desfaz tantos caminhos,
Destroça os destinos
E em largo vais embora.

Thiago Mendes

Completo de fraquezas


O que tenho de mais imperfeito, é virtude em lamento,
não compreendo o tormento dessa constatação.
Aprofundado em mim mesmo, em sofrimento lento,
em profusa luz diáfana de comunhão.
É de fraqueza a força de amor que desliza em sentimento,
é de força que se percebe, é que a humanidade se perde.
Não vez que a tua certeza te mata dor ingrata, sofrimento?
Deus real desfaça a força do que é mal, e a ilusão da luz verde.

Nesse sonho que se anestesia até que se desfaça a vida,
esse sonho que eu tive que mostrava em alusão outra via.
Transformei-me nesse ser que já não é na luz do dia,
e que só é na luz divina que tudo agracia, e nada diluía.
Não confio na força do aço,
nem do abraço que se dá da iminência da dor.
confio sim na loucura desmedida,
do que Deus derrama em amor.

Thiago Mendes

Quem ler entenda.

De seis às nove




Manhã ácida na alma, angústias previas na alva,
Ilusão matinal, como caminho de promessas que salva.

É tão cedo e a vida já viveu o que pode,
De seis às nove.

De seis às nove, eu temo que o dia se precipite na dor que se esvai,
De certo que à certo tempo eu já não temia, mas minha paz se vai.

É cedo demais pra se ver naqueles olhos de mulher,
O gosto de eternidade que perdi e, que sempre se quer.

De seis às nove, que se desdobre o cordão do passado,
E que antes que o mundo tome nota, me tome por perdoado.

O dia segue o seu curso, os anos sua força,
Sempre de seis às nove, antes que nos feche a boca.

De seis às nove,
O chá que se prove,
Sempre, de seis às nove.


Thiago Mendes

Dor nas saudades.




Dor que está em tudo,
Vaga luz de sombra que esperneia pela noite,
Terror noturno com soturno prazer.
Vazio cambaleante, estúpido terror.

Que, faço eu de ti dor?
Como desacelerar seu compasso dançante?
Desencadear as cadeias de tua liberdade?
Que faço eu diante do teu inóspito horror?

Brilha estrela que morre,
Sonhe menina que corre,
Pense que pode com as mãos,
Voltar no tempo onde a liberdade era seu confrontador.

Sentes saudades?
Elas são o ultimo suspiro deste momento nauseante,
Dessas sombras dançantes de memória,
Hoje mulher elas são seu ditador.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Não é medo que me sufoca, como de tempos escuros?
E essa bactéria feros, levará minha alegria?
Sinto o que em pedaços vai levando,
Vai lavando em águas claras,
Em coisas raras,
Claro sol,
Dia de,
Deus.