segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Alma/Calma




Quem ó alma te entenderá, para poder te julgar?
Quem ó alma foi seu amigo intimo pra poder te difamar?
Quem que pode, tendo a força do querer, te transformar?
Quem que seja dessa dimensão, pode medir tua medida de amar?
Será que existe alguém, sem que seja aquele que vem do além mar?
Quem pode em tua imensidão entrar e no intimo te transformar?
Tu sabes ó alma que só Deus pode te trazer essência e te acalmar.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Anseio


A alma liquida anseia por aquilo que é essência da vida,
dor daquela que desfaz o encontro das partículas.
Porque meu corpo pede por mais gosto do desgosto daquele dia?
O espírito meu, já repeles meu corpo por tantas amarguras.

Não repares na escuridão destas palavras,
elas só são o grito angustioso da luz.
Que te conduz pra longe dessas dores premeditadas,
para mais perto da morada do fim que te conduz.


Thiago Mendes

Até que o mundo...



Nas voltas completas deste mundo,
Que nos leva onde chegamos,
E que faz de tantos planos
Outros enganos.
E que traça tantas voltas,
Por dentro e por fora,
Enlaça a alma e a devora.
E que desfaz tantos caminhos,
Destroça os destinos
E em largo vais embora.

Thiago Mendes

Completo de fraquezas


O que tenho de mais imperfeito, é virtude em lamento,
não compreendo o tormento dessa constatação.
Aprofundado em mim mesmo, em sofrimento lento,
em profusa luz diáfana de comunhão.
É de fraqueza a força de amor que desliza em sentimento,
é de força que se percebe, é que a humanidade se perde.
Não vez que a tua certeza te mata dor ingrata, sofrimento?
Deus real desfaça a força do que é mal, e a ilusão da luz verde.

Nesse sonho que se anestesia até que se desfaça a vida,
esse sonho que eu tive que mostrava em alusão outra via.
Transformei-me nesse ser que já não é na luz do dia,
e que só é na luz divina que tudo agracia, e nada diluía.
Não confio na força do aço,
nem do abraço que se dá da iminência da dor.
confio sim na loucura desmedida,
do que Deus derrama em amor.

Thiago Mendes

Quem ler entenda.

De seis às nove




Manhã ácida na alma, angústias previas na alva,
Ilusão matinal, como caminho de promessas que salva.

É tão cedo e a vida já viveu o que pode,
De seis às nove.

De seis às nove, eu temo que o dia se precipite na dor que se esvai,
De certo que à certo tempo eu já não temia, mas minha paz se vai.

É cedo demais pra se ver naqueles olhos de mulher,
O gosto de eternidade que perdi e, que sempre se quer.

De seis às nove, que se desdobre o cordão do passado,
E que antes que o mundo tome nota, me tome por perdoado.

O dia segue o seu curso, os anos sua força,
Sempre de seis às nove, antes que nos feche a boca.

De seis às nove,
O chá que se prove,
Sempre, de seis às nove.


Thiago Mendes

Dor nas saudades.




Dor que está em tudo,
Vaga luz de sombra que esperneia pela noite,
Terror noturno com soturno prazer.
Vazio cambaleante, estúpido terror.

Que, faço eu de ti dor?
Como desacelerar seu compasso dançante?
Desencadear as cadeias de tua liberdade?
Que faço eu diante do teu inóspito horror?

Brilha estrela que morre,
Sonhe menina que corre,
Pense que pode com as mãos,
Voltar no tempo onde a liberdade era seu confrontador.

Sentes saudades?
Elas são o ultimo suspiro deste momento nauseante,
Dessas sombras dançantes de memória,
Hoje mulher elas são seu ditador.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Não é medo que me sufoca, como de tempos escuros?
E essa bactéria feros, levará minha alegria?
Sinto o que em pedaços vai levando,
Vai lavando em águas claras,
Em coisas raras,
Claro sol,
Dia de,
Deus.

sábado, 21 de agosto de 2010

Não sinto nada
Preso ao passado dês-liso
O presente não vale desfocado
O futuro lambuzado de incertezas

Lambe a dor inimigo
Ri agora que estou no chão
Cachorro preto, acha que me achas?
Num instante a esperança no outro o...


Thiago Mendes

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Menina

Engasgo com essa água fluida de tempo
Essa tosse leva embora minha força
Essa noite sonolenta me enerva
Meu ego prepara sua forca.


Menina me ajuda vai
Lava minha cara dessa lama
Fertiliza minha alma com teu perfume
Eu sei, não digas que me ama.


Que sono...que vento..que frio
Não há espaço vazio aqui?
Coisas fora do lugar...estranho
Corpo sonolento...estou ali?


Vai me engajar no teu sonho garota?
Vai me engasgar no teu beijo?
Vai me fazer dormi na sua sonolência?
E sim eu prometo que não te deixo.


Thiago Mendes

Deixara-me sozinho esta noite?

Estamos nos portões do éden novamente... Encarando o anjo.
Nas portas de nós mesmo
Inumana vontade... Guiada pelo querubim.
Estamos de novo nas entranhas das nossas dores.

Deixara-me sozinho esta noite?

De volta aos antigos medos
Viciados nos mesmos erros
E o arcanjo nos encara
O querubim nos obriga

Deixara-me sozinho esta noite?


“Tirai a pedra e vem pra fora”
Exclui o medo e me abrace agora
Desata o nó e me enlace
Me cuspa e beije

Deixara-me sozinho esta noite?

Expondo meus medos e dores
Começa agora
Até que acabe
Tirai a pedra.

Deixara-me sozinho esta noite?